A gravidez e o parto canino exigem acompanhamento atento, principalmente porque nem sempre é possível prever com precisão o dia do nascimento dos filhotes apenas pela data do cruzamento. A gestação de uma cadela costuma durar cerca de 62 a 64 dias quando calculada a partir da ovulação, mas pode variar bastante quando se conhece somente a data da cobertura. Por isso, observar mudanças físicas e comportamentais e manter acompanhamento veterinário faz diferença para a segurança da mãe e dos filhotes.
Durante esse período, surgem dúvidas práticas: como saber se a cadela está grávida? Quando fazer ultrassom? É possível saber quantos filhotes ela terá? O que oferecer na alimentação? Como reconhecer o início do parto? E, principalmente, quais sinais indicam que algo está errado?
Na prática do cuidado responsável, a preparação antecipada é uma das melhores formas de reduzir riscos. Não basta esperar a barriga crescer. Exames veterinários, alimentação adequada, controle do peso, planejamento do local do parto e conhecimento dos sinais de emergência ajudam o tutor a tomar decisões mais rápidas quando necessário.
Este artigo explica as principais etapas da gestação, os exames utilizados para confirmar a gravidez, os cuidados nas últimas semanas, as fases do parto, os sinais de distocia e os cuidados imediatos com a cadela e os filhotes. As informações são educativas e não substituem a avaliação de um médico veterinário.
Atenção: parto não é uma situação em que medicamentos devem ser administrados por conta própria. Ocitocina, cálcio e outros recursos utilizados na obstetrícia veterinária precisam de indicação profissional, pois podem ser perigosos quando existe obstrução ou outra complicação.
Quanto tempo dura a gravidez de uma cadela?
A duração da gestação canina é uma das primeiras informações que o tutor procura. A resposta, entretanto, depende de qual momento do ciclo reprodutivo está sendo usado como referência.
Quando a idade gestacional é calculada a partir da ovulação, a gestação normalmente fica em torno de 64 a 66 dias. Já quando se considera apenas a data em que ocorreu a cobertura, a variação pode ser aproximadamente de 58 a 72 dias, porque a cobertura não necessariamente coincide com a fecundação. Os espermatozoides podem permanecer viáveis no trato reprodutivo por vários dias.
Por isso, dizer que toda cadela terá os filhotes exatamente 63 dias depois do cruzamento é uma simplificação que pode causar preocupação desnecessária.
Como calcular a provável data do parto?
Se houve acompanhamento da ovulação por progesterona ou outros métodos veterinários, a previsão fica mais confiável. Quando existe apenas a data da cobertura, o veterinário precisa considerar outros dados clínicos e exames para estimar a idade dos fetos.
Alguns fatores também influenciam a duração da gestação:
- Raça e porte: podem existir diferenças individuais relacionadas às características da gestação.
- Tamanho da ninhada: o número de fetos pode influenciar a evolução da gestação.
- Momento da ovulação: é muito mais preciso do que usar exclusivamente a data da cobertura.
- Condição individual da cadela: idade, saúde e histórico reprodutivo também precisam ser considerados.
Uma gestação que ultrapassa 70 dias quando a data da cobertura é conhecida merece avaliação veterinária, especialmente se houver sinais de que o parto deveria ter começado.
Como saber se a cadela está grávida?
Os primeiros sinais de gravidez podem ser discretos. Alterações nas mamas, aumento abdominal, mudanças de comportamento e ganho de peso podem aparecer ao longo da gestação, mas nenhum desses sinais, isoladamente, confirma que houve fecundação.
Existe ainda uma dificuldade importante: a cadela pode apresentar sinais de pseudogestação, também conhecida como gravidez psicológica. Depois do cio, algumas fêmeas desenvolvem alterações hormonais capazes de produzir comportamento de ninho, aumento das mamas, produção de leite e até comportamento maternal sem que exista uma gestação verdadeira.
Quais exames confirmam a gestação?
O médico veterinário pode utilizar diferentes métodos de acordo com a fase da gestação.
| Exame | Quando pode ajudar | Principal utilidade |
|---|---|---|
| Palpação abdominal | Aproximadamente 3 a 4 semanas | Avaliação inicial, quando realizada por profissional |
| Teste de relaxina | Cerca de 25–35 dias | Auxilia na confirmação da gestação |
| Ultrassonografia | Cerca de 25–35 dias | Avalia fetos e atividade cardíaca |
| Radiografia | Após aproximadamente 45 dias | Visualiza esqueletos fetais |
| Radiografia após 55 dias | Final da gestação | Ajuda a estimar o número de filhotes |
A ultrassonografia é particularmente útil para avaliar a viabilidade fetal, enquanto a radiografia no final da gestação pode ajudar a determinar quantos filhotes estão presentes. Saber o número aproximado é bastante útil durante o parto, pois ajuda o tutor e o veterinário a perceberem quando a ninhada provavelmente terminou.
A palpação abdominal não deve ser feita pelo tutor tentando “contar” os filhotes. Uma manipulação inadequada pode causar lesões e, além disso, não fornece a mesma segurança de uma avaliação profissional.
Alimentação e cuidados durante a gestação
A alimentação da cadela prenhe precisa acompanhar as mudanças fisiológicas da gestação e, posteriormente, da lactação. Um erro frequente é aumentar muito a quantidade de comida logo que a gravidez é descoberta.
No começo da gestação, a necessidade energética não necessariamente aumenta de forma proporcional ao crescimento dos fetos. Nas fases finais, entretanto, a demanda nutricional cresce e o espaço abdominal ocupado pelo útero pode dificultar que a cadela coma grandes volumes de uma só vez.
Por isso, o veterinário pode recomendar refeições menores e mais frequentes, especialmente no final da gestação.
O que deve ser evitado?
Não é recomendável alterar a dieta de maneira brusca nem oferecer suplementos por iniciativa própria.
Entre os principais cuidados estão:
- Manter alimentação nutricionalmente completa e adequada à fase de vida.
- Fazer qualquer mudança alimentar gradualmente, quando possível.
- Evitar excesso de petiscos e alimentos muito calóricos.
- Não oferecer suplementos minerais ou vitamínicos sem orientação veterinária.
- Manter água limpa e disponível durante todo o dia.
- Observar o peso e a condição corporal da cadela.
Medicamentos também merecem atenção especial. Alguns fármacos utilizados rotineiramente em cães podem não ser apropriados durante a gestação. Até mesmo suplementos aparentemente simples devem ser discutidos com o médico veterinário.
Dica prática: nas últimas semanas, o desconforto abdominal pode fazer a cadela preferir pequenas refeições. O objetivo não é simplesmente “dar mais comida”, mas oferecer nutrição adequada sem sobrecarregar o estômago.
Atividade física leve e compatível com o estado clínico costuma ser preferível a exercícios intensos, saltos e situações que aumentem o risco de trauma. O nível adequado de atividade, entretanto, depende da condição individual da cadela e deve ser ajustado pelo profissional que acompanha a gestação.
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Como preparar a cadela para o parto?
A preparação deve começar antes dos primeiros sinais de trabalho de parto. Na última semana, algumas cadelas passam a procurar lugares mais reservados e começam a apresentar comportamento de nidificação, como cavar cobertas ou organizar o local onde pretendem permanecer.
O ideal é oferecer um espaço limpo, tranquilo, seco, seguro e com temperatura confortável. A cadela precisa conseguir entrar e sair facilmente, mas os filhotes não devem ficar expostos a correntes de ar ou superfícies perigosas.
O que deixar preparado?
Uma preparação simples pode incluir:
- Toalhas limpas e absorventes.
- Materiais descartáveis para manter o espaço higienizado.
- Termômetro para acompanhamento da temperatura, se recomendado pelo veterinário.
- Balança adequada para pesar os filhotes.
- Contato do médico veterinário e de uma clínica de emergência.
- Transporte preparado para uma eventual ida à clínica.
- Fonte segura de aquecimento para os filhotes, evitando contato direto com superfície excessivamente quente.
Não é necessário transformar o ambiente em uma sala cirúrgica doméstica. O objetivo é reduzir sujeira, estresse e riscos, mantendo tudo organizado para que o tutor consiga agir rapidamente caso seja necessário atendimento.
A queda de temperatura indica que o parto está próximo?
Em muitas cadelas ocorre queda transitória da temperatura retal para aproximadamente 36,7 °C a 37,8 °C, frequentemente 8 a 24 horas antes do parto. Isso está relacionado à queda da progesterona que acompanha a preparação para o nascimento.
A temperatura, porém, não deve ser interpretada isoladamente. O comportamento, a evolução das contrações e a avaliação veterinária continuam sendo mais importantes para determinar se o parto está evoluindo normalmente.
Quais são os sinais de que o parto está começando?
O parto canino é dividido em três estágios. Conhecer essa sequência ajuda o tutor a diferenciar alterações esperadas de sinais potencialmente preocupantes.
Primeira fase: preparação
Na primeira fase, o colo do útero começa a dilatar e as contrações uterinas ainda podem não ser claramente percebidas externamente. A cadela pode ficar inquieta, procurar um local isolado, cavar, ofegar, tremer, perder o apetite ou apresentar corrimento vaginal claro. Essa fase costuma durar várias horas e pode chegar a aproximadamente 12 a 24 horas.
Segunda fase: nascimento dos filhotes
É quando aparecem contrações abdominais mais evidentes e os filhotes começam a nascer. O intervalo entre eles varia, portanto não existe um cronômetro universal que determine exatamente quanto tempo cada nascimento deve levar. Ainda assim, períodos prolongados de contrações sem nascimento exigem atenção.
Terceira fase: eliminação das placentas
A terceira fase corresponde à expulsão das placentas. As fases II e III podem se alternar até o nascimento de toda a ninhada. Existe normalmente uma placenta para cada filhote, mas elas nem sempre são eliminadas imediatamente depois de cada nascimento. O tutor não deve puxar um filhote nem tentar retirar manualmente uma placenta presa. Quando existe dificuldade, a avaliação veterinária é a alternativa mais segura.
Atenção: uma pausa durante o parto não deve ser automaticamente considerada normal. O significado do intervalo depende das contrações, do estado da mãe, do número de fetos esperado e de outros sinais clínicos.
Quando o parto canino pode ser uma emergência?
O parto difícil é chamado de distocia. Ele pode ocorrer por causas maternas, fetais ou pela combinação de diferentes fatores. A inércia uterina, por exemplo, acontece quando o útero não produz contrações adequadas para completar o nascimento. Também podem ocorrer obstrução do canal de parto, desproporção entre o tamanho do feto e o canal pélvico, posicionamento fetal inadequado e outras alterações.
Algumas raças apresentam risco maior de dificuldades obstétricas. Cães braquicefálicos, como Bulldogs e Pugs, estão entre os grupos associados a maior risco de distocia.
Sinais que exigem contato veterinário imediato
Procure atendimento veterinário rapidamente diante de situações como:
- Contrações fortes por cerca de 20 a 30 minutos sem nascimento de filhote.
- Filhote ou bolsa fetal visível no canal de parto sem progressão.
- Esforço intenso e prolongado sem nascimento.
- Sangramento vaginal intenso ou persistente.
- Corrimento verde antes do nascimento de um filhote.
- Cadela apresentando dor intensa, prostração ou sinais importantes de doença.
- Intervalo prolongado entre filhotes quando ainda existem fetos no útero.
- Mais de 24 horas após a queda de temperatura sem evolução para o parto.
Os limites exatos dependem do contexto clínico. O Merck Veterinary Manual, por exemplo, considera preocupantes situações como mais de 30 minutos entre filhotes quando existem contrações claras, mais de 2 horas sem contrações ou trabalho de parto ativo por mais de 4 horas sem nascimento. Não espere todos os sinais aparecerem ao mesmo tempo.

O que não fazer durante o parto da cadela?
Uma das maiores fontes de risco é tentar resolver em casa uma complicação obstétrica que exige diagnóstico. O tutor pode acompanhar, manter o ambiente calmo e observar a evolução, mas não deve transformar o parto em um procedimento veterinário improvisado.
Evite estas atitudes
- Não administre ocitocina por conta própria.
A ocitocina estimula as contrações uterinas, mas pode ser inadequada quando existe obstrução. Nessas circunstâncias, aumentar as contrações pode agravar o problema. - Não aplique cálcio sem indicação profissional.
Alterações do cálcio podem ter consequências importantes, e a utilização durante a distocia depende da avaliação clínica. - Não faça tração agressiva em um filhote.
Manipulações obstétricas exigem técnica, higiene e avaliação da posição fetal. O Merck orienta que qualquer tração seja suave e realizada com técnica apropriada. - Não tente realizar uma cesariana em casa.
Uma cesariana é procedimento cirúrgico e requer equipe veterinária, anestesia, monitoramento e cuidados neonatais.
A cesariana pode ser necessária quando há obstrução, comprometimento materno ou fetal, trabalho de parto prolongado ou falha do tratamento indicado pelo veterinário.
Cuidados com a cadela e os filhotes depois do parto
O nascimento não encerra os cuidados. As primeiras horas são importantes para avaliar a mãe e verificar se os filhotes estão mamando, aquecidos e ativos.
A cadela deve permanecer em um local limpo e tranquilo. É normal existir secreção vaginal pós-parto, chamada lóquios, que pode apresentar coloração vermelho-escura a preta nos primeiros dias. Alterações no volume, odor, aspecto ou estado geral da mãe precisam ser avaliadas por um veterinário.
O que observar nos filhotes?
Depois de secos e estabilizados, os filhotes podem ser pesados. O acompanhamento individual do peso é uma ferramenta simples para identificar precocemente problemas de alimentação ou saúde.
O Merck Veterinary Manual recomenda pesar os recém-nascidos e acompanhar o peso duas vezes ao dia durante a primeira semana. Depois das primeiras 24 horas, uma perda de peso merece atenção. Filhotes saudáveis devem apresentar evolução de peso adequada, embora o ritmo individual possa variar.
Observe especialmente:
- Se todos conseguem alcançar as mamas.
- Se existe sucção efetiva.
- Se algum filhote permanece constantemente afastado.
- Se há choro persistente.
- Se algum apresenta fraqueza ou dificuldade para respirar.
- Se o peso está evoluindo adequadamente.
A mãe também precisa de água e alimentação adequada para sustentar a lactação. A demanda nutricional aumenta significativamente durante esse período, por isso o plano alimentar deve ser discutido com o veterinário.
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Gravidez e parto canino: acompanhamento que faz diferença
Uma gestação bem acompanhada não significa que todo parto será necessariamente normal. Mesmo cadelas aparentemente saudáveis podem apresentar distocia, alterações fetais ou complicações inesperadas. Por outro lado, planejamento e acompanhamento reduzem a chance de o tutor ser surpreendido sem saber o que fazer.
Um bom planejamento pode seguir esta sequência:
- Confirmar a gestação com acompanhamento veterinário.
Exames como ultrassonografia, teste de relaxina e radiografia são escolhidos conforme o momento da gestação e o objetivo da avaliação. - Acompanhar alimentação, peso e comportamento.
Mudanças bruscas ou sinais de doença devem ser comunicados ao profissional responsável. - Planejar o local do parto e o atendimento de emergência.
Tenha telefone, endereço e transporte para uma clínica veterinária disponíveis antes dos sinais de parto. - Registrar os nascimentos.
Anote aproximadamente o horário de cada filhote e observe a eliminação das placentas quando possível, sem manipulação desnecessária. - Monitorar mãe e filhotes depois do parto.
Alimentação, comportamento, secreção vaginal, amamentação e evolução do peso ajudam a identificar problemas precocemente.
Esse cuidado é especialmente relevante para cadelas com histórico de parto difícil, determinadas conformações corporais, ninhadas muito pequenas ou situações em que o veterinário já tenha identificado fatores de risco.
Aviso Importante: Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações aqui contidas não substituem a avaliação de um médico veterinário. Gravidez, parto, medicamentos, complicações obstétricas e cuidados com recém-nascidos exigem avaliação individualizada. Para decisões específicas sobre a saúde da cadela ou dos filhotes, consulte um profissional qualificado e habilitado.
Conclusão
A gravidez e o parto canino exigem mais do que simplesmente esperar o nascimento dos filhotes. A duração da gestação depende do momento usado como referência, e a data do cruzamento nem sempre permite prever o parto com precisão.
O acompanhamento veterinário ajuda a confirmar a gestação, avaliar a saúde dos fetos e, no final da gestação, estimar o número de filhotes. A preparação do ambiente, a alimentação adequada e o conhecimento dos sinais do trabalho de parto também deixam o tutor mais preparado.
O ponto mais importante é reconhecer que nem todo atraso ou alteração deve ser resolvido em casa. Contrações fortes sem nascimento, filhote preso, sangramento importante, corrimento verde antes do primeiro filhote e sinais de sofrimento materno são motivos para buscar atendimento veterinário rapidamente.
Com planejamento, observação responsável e suporte profissional, o tutor consegue atravessar essa fase com muito mais segurança. Salve este conteúdo para consultar nas últimas semanas da gestação e compartilhe com alguém que esteja se preparando para receber uma ninhada.
FAQ Sobre Gravidez e Parto Canino
Quantos dias dura a gravidez de uma cadela?
A gestação canina dura aproximadamente 62 a 64 dias quando calculada a partir de um momento reprodutivo conhecido, como a ovulação. Quando o tutor sabe apenas a data do cruzamento, a previsão é menos precisa e pode variar aproximadamente de 58 a 72 dias. Isso acontece porque a cobertura não corresponde necessariamente ao momento da fecundação. Para estimar melhor a data do parto, o veterinário pode utilizar histórico reprodutivo, ultrassonografia e outros parâmetros.
Como saber quantos filhotes a cadela terá?
A radiografia realizada no final da gestação é uma das ferramentas mais úteis para estimar o tamanho da ninhada, especialmente após cerca de 55 dias, quando a mineralização dos esqueletos fetais permite melhor visualização. A ultrassonografia também pode identificar a gestação e avaliar a viabilidade fetal, mas a contagem pode ser mais difícil dependendo da fase e da sobreposição dos fetos.
Cadela pode ter parto normal mesmo sendo a primeira gestação?
Sim. Ser a primeira gestação não significa, por si só, que haverá complicações. Entretanto, qualquer parto pode evoluir para distocia. Fatores como posição dos fetos, tamanho fetal, anatomia materna e funcionamento das contrações influenciam o processo. Por isso, uma cadela de primeira cria deve ser acompanhada de perto durante o parto, principalmente quando o tutor não conhece o número esperado de filhotes ou existe algum fator de risco previamente identificado.
Quanto tempo pode demorar entre um filhote e outro?
O intervalo varia entre cadelas e ninhadas. Um período de descanso pode ocorrer, mas intervalos prolongados precisam ser interpretados considerando se ainda existem filhotes no útero e se há contrações. O Merck Veterinary Manual considera preocupante um intervalo superior a 30 minutos quando existem sinais claros de contração e superior a 2 horas quando não há contrações. Se o tutor sabe que ainda há filhotes e o parto não progride, deve procurar orientação veterinária.
Corrimento verde durante o parto é normal?
A presença de líquido fetal esverdeado pode ocorrer durante o nascimento, mas corrimento verde antes do nascimento de qualquer filhote pode estar associado à separação placentária e exige avaliação veterinária, especialmente quando não há progressão do parto. Também é preocupante a presença de sangramento intenso ou persistente, mau odor, dor importante ou alteração do estado geral da cadela.
Posso dar cálcio ou ocitocina para acelerar o parto?
Não. Cálcio e ocitocina são recursos utilizados em determinadas situações obstétricas, mas somente depois de avaliação adequada. A ocitocina, por exemplo, pode ser perigosa quando existe obstrução do canal de parto. O tratamento da distocia depende da causa e pode envolver monitoramento, tratamento medicamentoso ou cesariana. Administrar medicamentos por conta própria pode atrasar o procedimento necessário e colocar a mãe e os filhotes em risco.
Quando devo levar a cadela ao veterinário durante o parto?
O atendimento deve ser procurado imediatamente quando houver contrações fortes sem nascimento, filhote preso no canal, sangramento significativo, corrimento verde antes do primeiro filhote, dor intensa, prostração ou ausência prolongada de progressão do parto. Também é prudente procurar orientação antecipadamente se a cadela tiver histórico de distocia ou pertencer a um grupo com maior risco de parto difícil. Em situações obstétricas, agir cedo pode ser decisivo.

Cristiane Costa é criadora do blog Mundo do Meu Pet e apaixonada pelo universo pet. Produz conteúdos sobre cães e gatos com foco em reviews de produtos, cuidados diários, bem-estar animal e dicas práticas para ajudar tutores a fazerem escolhas mais seguras e conscientes.
