A coprofagia é um comportamento que preocupa muitos tutores e costuma gerar uma mistura de surpresa, nojo e insegurança. Ver um cachorro ou, mais raramente, um gato ingerindo fezes levanta diversas dúvidas: isso é normal? É sinal de alguma doença? Existe tratamento? Embora esse hábito possa parecer incomum para nós, ele pode ter diferentes explicações, que variam desde comportamentos naturais até problemas de saúde que exigem avaliação veterinária.
Na rotina de clínicas veterinárias brasileiras, a coprofagia está entre as queixas comportamentais mais frequentes envolvendo cães, principalmente filhotes. Estudos sobre comportamento animal indicam que aproximadamente 16% a 23% dos cães apresentam esse hábito de forma recorrente em algum momento da vida, enquanto uma parcela ainda maior pode praticá-lo ocasionalmente. Em gatos, o comportamento é menos comum, mas também pode ocorrer em situações específicas, especialmente quando há alterações ambientais, nutricionais ou médicas.
Na prática, observamos que muitos tutores acreditam que o animal está apenas “fazendo pirraça” ou desenvolveu um vício impossível de controlar. Entretanto, a experiência mostra que identificar corretamente a causa é o primeiro passo para resolver o problema. Em diversos casos, pequenas mudanças na alimentação, no enriquecimento ambiental e na rotina diária já produzem resultados significativos. Em outros, exames clínicos são fundamentais para descartar doenças digestivas, parasitoses ou distúrbios metabólicos.
Ao longo deste artigo, você entenderá por que a coprofagia acontece, quais são seus principais riscos para cães e gatos, como reconhecer sinais de alerta, quais tratamentos costumam apresentar melhores resultados e quais medidas realmente ajudam a prevenir esse comportamento de forma segura e responsável.
O que é coprofagia e por que ela acontece?
A coprofagia é o ato de ingerir fezes, sejam elas do próprio animal, de outros cães, de gatos ou até mesmo de outras espécies. Embora pareça um comportamento totalmente anormal sob a perspectiva humana, ele pode fazer parte do repertório comportamental de alguns animais em determinadas circunstâncias.
Nos cães, esse hábito pode surgir por fatores comportamentais, nutricionais, ambientais ou médicos. Em gatos, costuma ser mais raro e geralmente merece uma investigação mais detalhada quando aparece. Em vez de considerar a coprofagia como uma doença, os médicos veterinários a tratam como um sintoma ou um comportamento cuja origem precisa ser identificada.
A coprofagia é sempre um problema?
Nem sempre. Existem situações consideradas naturais. Um exemplo clássico é o comportamento das cadelas logo após o parto. Durante as primeiras semanas de vida dos filhotes, é comum que elas consumam as fezes e a urina da ninhada para manter o ambiente limpo e reduzir o risco de atrair predadores.
Filhotes também podem experimentar esse comportamento durante a fase de exploração do ambiente. Assim como utilizam a boca para conhecer objetos, alguns acabam ingerindo fezes por curiosidade. Entretanto, quando o hábito persiste após essa fase ou surge em animais adultos, é importante investigar.
Principais fatores envolvidos
A coprofagia raramente possui uma única causa. Na maioria das vezes, diversos fatores atuam em conjunto.
Os mais comuns incluem:
- Curiosidade natural: especialmente em filhotes durante os primeiros meses de vida.
- Aprendizado por repetição: alguns cães descobrem acidentalmente o comportamento e continuam repetindo-o.
- Falta de estímulos ambientais: animais entediados tendem a desenvolver comportamentos inadequados.
- Competição por alimento: pode ocorrer em ambientes com vários animais.
- Problemas digestivos: dificultam a absorção adequada dos nutrientes.
- Parasitos intestinais: aumentam o apetite ou causam alterações digestivas.
- Dieta inadequada: alimentação com baixa qualidade nutricional pode favorecer alterações no comportamento alimentar.
Atenção: Nunca presuma que a coprofagia é apenas um problema de comportamento. Em alguns casos, ela pode indicar doenças que precisam de diagnóstico e tratamento precoces.
Existe diferença entre cães e gatos?
Sim. Os cães apresentam esse comportamento com muito mais frequência devido à própria história evolutiva da espécie. Seus ancestrais possuíam hábitos oportunistas de alimentação e aproveitavam praticamente qualquer fonte disponível de nutrientes.
Já os gatos são carnívoros mais especializados e costumam demonstrar maior seletividade alimentar. Quando um gato começa a ingerir fezes regularmente, vale investigar alterações clínicas ou mudanças importantes no ambiente.
Principais causas da coprofagia em cães e gatos
Descobrir a origem do comportamento é essencial para escolher o tratamento mais adequado. A simples utilização de produtos com sabor amargo ou broncas dificilmente resolve o problema quando existe uma causa clínica por trás.
Alterações nutricionais
Uma dieta desequilibrada pode favorecer o aparecimento da coprofagia.
Embora rações comerciais de boa qualidade normalmente ofereçam todos os nutrientes necessários, alguns fatores podem interferir:
- baixa digestibilidade dos alimentos;
- dietas caseiras mal formuladas;
- deficiência de vitaminas e minerais;
- ingestão insuficiente de proteínas;
- alimentação incompatível com idade ou porte do animal.
Na prática, observamos melhora significativa em alguns pacientes após a substituição da alimentação por uma dieta de melhor qualidade, sempre com orientação veterinária.
Problemas gastrointestinais
Doenças digestivas alteram a absorção dos nutrientes e podem aumentar a fome.
Entre elas estão:
- insuficiência pancreática exócrina;
- doenças inflamatórias intestinais;
- alterações na microbiota intestinal;
- síndromes de má absorção;
- diarreias crônicas.
Essas condições geralmente apresentam outros sintomas além da coprofagia.
Entre os sinais mais frequentes estão:
- perda de peso;
- fezes volumosas;
- gases excessivos;
- vômitos recorrentes;
- aumento do apetite;
- emagrecimento progressivo.
Parasitas intestinais
Verminoses continuam sendo bastante comuns no Brasil, principalmente em animais que frequentam parques, praças ou vivem em ambientes com higiene inadequada.
Parasitas como:
- lombrigas;
- ancilostomídeos;
- giárdia;
- coccídios;
podem alterar o funcionamento intestinal e contribuir para mudanças no comportamento alimentar. A vermifugação periódica e os exames coproparasitológicos ajudam a identificar essas infestações antes que provoquem complicações.
Distúrbios hormonais
Algumas doenças endócrinas aumentam significativamente o apetite.
Entre elas destacam-se:
- diabetes mellitus;
- hiperadrenocorticismo (síndrome de Cushing);
- hipotireoidismo (em situações específicas);
- uso prolongado de corticosteroides.
Nesses casos, tratar apenas a coprofagia não resolve o problema. O controle da doença de base costuma reduzir gradualmente esse comportamento.
Dica prática: Sempre que a coprofagia surgir acompanhada de aumento exagerado da fome, perda de peso, excesso de sede ou mudanças importantes nas fezes, procure atendimento veterinário o quanto antes.
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Fatores comportamentais que favorecem esse hábito
Quando exames laboratoriais e avaliação clínica descartam doenças, a investigação passa a focar no comportamento do animal e na sua rotina diária. Em muitos casos, a coprofagia está relacionada à forma como o ambiente foi organizado e às experiências vividas pelo pet desde filhote.
Tédio e falta de enriquecimento ambiental
Um dos fatores mais observados em cães que permanecem muitas horas sozinhos é o baixo nível de estimulação física e mental. Animais inteligentes precisam gastar energia diariamente.
Quando isso não acontece, podem surgir comportamentos repetitivos como:
- destruir objetos;
- latir excessivamente;
- perseguir o próprio rabo;
- ingerir fezes;
- cavar pisos e jardins.
Na prática, enriquecimento ambiental simples costuma trazer excelentes resultados. Brinquedos recheáveis, jogos de procura por alimentos, passeios variados e sessões curtas de treinamento ajudam a reduzir o estresse e diminuem a frequência desse comportamento.
Limpeza inadequada do ambiente
Quanto mais tempo as fezes permanecem acessíveis, maiores as chances de o animal interagir com elas. Por isso, recomenda-se removê-las logo após a evacuação, principalmente durante o período de reeducação comportamental. Essa medida simples reduz significativamente as oportunidades para que o hábito seja reforçado.
Punições podem piorar o problema
Muitos tutores repreendem o animal quando encontram fezes espalhadas pela casa. O efeito pode ser justamente o contrário do esperado. Alguns cães aprendem que as fezes provocam broncas e passam a ingeri-las para eliminar as “evidências”, sem compreender o motivo da punição. Esse padrão é especialmente comum quando o treinamento sanitário foi baseado em castigos físicos ou gritos.
Melhor prática: A educação baseada em reforço positivo costuma apresentar resultados muito superiores às punições. Recompensar o comportamento correto é mais eficiente do que punir o comportamento inadequado.
Outro aspecto importante envolve cães que vivem em grupo. Em alguns casos, a competição por recursos ou a observação do comportamento de outros animais pode favorecer a repetição da coprofagia, exigindo manejo individualizado.
Como identificar a causa da coprofagia: quando procurar um médico veterinário
Após compreender que a coprofagia pode ter diversas origens, o próximo passo é descobrir qual delas está presente no seu pet. Esse diagnóstico faz toda a diferença, pois o tratamento de um filhote curioso é completamente diferente daquele indicado para um cão com doença intestinal ou um gato com alterações metabólicas.
Na prática, quanto mais cedo a investigação começa, maiores são as chances de eliminar o comportamento antes que ele se torne um hábito consolidado.
Quais sinais merecem atenção?
Alguns animais apresentam apenas a ingestão ocasional de fezes, sem qualquer outro sintoma. Em outros casos, a coprofagia vem acompanhada de alterações que indicam a necessidade de avaliação veterinária.
Os principais sinais de alerta incluem:
- perda de peso sem motivo aparente;
- aumento exagerado do apetite;
- vômitos frequentes;
- diarreia persistente;
- excesso de sede;
- mudança repentina no comportamento;
- fezes com sangue ou muco;
- pelagem opaca e queda excessiva de pelos;
- falta de disposição para brincar ou passear.
Quando um ou mais desses sintomas aparecem junto com a coprofagia, não é recomendado tentar resolver o problema apenas com mudanças na alimentação ou produtos vendidos na internet.
Como é feita a investigação?
O diagnóstico começa com uma conversa detalhada sobre a rotina do animal.
O veterinário costuma perguntar, por exemplo:
- O animal come as próprias fezes ou as de outros animais?
- O comportamento acontece todos os dias ou apenas ocasionalmente?
- Há mudanças recentes na alimentação?
- Existem outros animais na casa?
- O pet recebe vermífugo regularmente?
- Houve perda de peso ou aumento da fome?
Dependendo das respostas, podem ser solicitados exames como:
| Exame | Objetivo | Quando costuma ser indicado |
|---|---|---|
| Exame de fezes | Detectar parasitas e alterações intestinais | Primeira investigação |
| Hemograma | Avaliar o estado geral de saúde | Quando há sintomas associados |
| Perfil bioquímico | Verificar função hepática, renal e metabólica | Casos persistentes |
| Exames hormonais | Identificar doenças endócrinas | Quando há suspeita clínica |
| Ultrassonografia abdominal | Avaliar órgãos digestivos | Casos mais complexos |
Na maioria dos pacientes, a combinação da avaliação clínica com exames laboratoriais permite identificar ou descartar doenças importantes.
Atenção: Quanto mais tempo a coprofagia permanece sem investigação, maiores são as chances de ela se transformar em um comportamento aprendido, tornando a correção mais demorada.

Quais são os riscos da coprofagia para cães e gatos?
Embora algumas pessoas acreditem que ingerir fezes seja apenas um hábito desagradável, esse comportamento pode trazer consequências importantes para a saúde. O risco varia conforme o tipo de fezes ingeridas, a frequência do comportamento e o estado de saúde do animal.
Transmissão de parasitas
Esse é um dos riscos mais conhecidos.
Fezes contaminadas podem conter ovos ou formas infectantes de diversos parasitas intestinais, como:
- lombrigas;
- ancilostomídeos;
- tricurídeos;
- giárdia;
- coccídios.
Mesmo animais vermifugados podem voltar a se contaminar caso mantenham contato frequente com fezes infectadas.
Contaminação por bactérias
As fezes também podem carregar bactérias potencialmente prejudiciais.
Entre as mais importantes estão:
- Salmonella spp.;
- Escherichia coli patogênica;
- Campylobacter spp.;
- Clostridium spp.
Nem toda exposição provoca doença, mas animais idosos, filhotes ou imunossuprimidos apresentam maior risco de desenvolver infecções.
Problemas digestivos
Além das infecções, a ingestão frequente de fezes pode favorecer:
- gastrenterites;
- vômitos;
- diarreias;
- alteração da microbiota intestinal;
- desconforto abdominal.
Em situações mais raras, objetos presentes nas fezes, como fragmentos de plástico, areia sanitária ou ossos, também podem causar obstruções digestivas.
Existe risco para as pessoas?
Sim. Embora a transmissão direta seja incomum, alguns parasitas intestinais possuem potencial zoonótico, ou seja, podem infectar seres humanos. Por isso, manter a higiene das mãos após recolher fezes, limpar corretamente o ambiente e seguir o calendário de vermifugação são medidas importantes para toda a família.
Dica prática: Recolher as fezes logo após a evacuação é uma das medidas mais simples e eficazes para reduzir a chance de repetição da coprofagia.
Como tratar a coprofagia de forma segura e eficaz
O tratamento depende diretamente da causa identificada. Não existe uma solução única que funcione para todos os animais. Em nossa experiência, os melhores resultados aparecem quando alimentação, saúde, comportamento e manejo ambiental são tratados em conjunto.
1. Corrigir possíveis doenças
Sempre que houver alguma alteração clínica, ela deve ser tratada primeiro.
Isso pode incluir:
- vermifugação;
- tratamento de doenças intestinais;
- controle hormonal;
- ajustes nutricionais;
- acompanhamento veterinário periódico.
Ignorar essas condições costuma fazer com que o comportamento continue, mesmo utilizando suplementos ou produtos específicos.
2. Melhorar a alimentação
Uma alimentação equilibrada contribui para a saúde intestinal e para maior saciedade.
Algumas medidas frequentemente recomendadas incluem:
- oferecer ração de boa qualidade;
- evitar mudanças bruscas de dieta;
- respeitar a quantidade diária indicada;
- dividir a alimentação em duas ou mais refeições quando necessário;
- garantir água fresca disponível o tempo todo.
Nunca introduza suplementos digestivos ou vitaminas por conta própria. Mesmo produtos vendidos sem receita devem ser utilizados com orientação profissional.
3. Modificar o comportamento
A reeducação costuma envolver pequenas mudanças na rotina.
Entre elas:
- Recolher imediatamente as fezes.
- Recompensar o animal quando ele se afastar delas.
- Aumentar o tempo de passeios e brincadeiras.
- Utilizar brinquedos de enriquecimento ambiental.
- Evitar punições e gritos.
A consistência da família faz toda a diferença. Se apenas uma pessoa seguir o treinamento corretamente, os resultados tendem a demorar mais.
Produtos para coprofagia funcionam?
Existem suplementos e aditivos alimentares desenvolvidos para alterar o sabor das fezes, tornando-as menos atrativas. Os resultados, porém, são variáveis. Eles podem ajudar em alguns casos, mas raramente resolvem o problema quando existe uma doença, estresse ou deficiência ambiental. Por isso, esses produtos devem ser encarados como parte de um plano de tratamento, nunca como solução isolada.
Melhor prática: A combinação entre diagnóstico correto, alimentação equilibrada, enriquecimento ambiental e treinamento positivo apresenta os melhores índices de sucesso no controle da coprofagia.
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Como prevenir a coprofagia e evitar que o comportamento volte
Mesmo após o tratamento, a prevenção continua sendo fundamental para evitar recaídas. A boa notícia é que, na maioria dos casos, algumas mudanças simples na rotina fazem uma grande diferença quando são mantidas de forma consistente. A prevenção envolve quatro pilares principais: alimentação de qualidade, cuidados com a saúde, ambiente enriquecido e acompanhamento do comportamento do pet.
Cuidados diários que fazem diferença
Criar uma rotina previsível ajuda cães e gatos a se sentirem mais seguros e reduz comportamentos indesejados relacionados ao estresse e ao tédio.
Algumas medidas que recomendamos na prática são:
- manter uma alimentação balanceada e adequada para a idade e porte do animal;
- seguir o calendário de vacinação e vermifugação indicado pelo médico veterinário;
- recolher as fezes logo após a evacuação;
- oferecer passeios diários e atividades físicas compatíveis com a idade;
- disponibilizar brinquedos interativos e desafios mentais;
- evitar longos períodos de solidão;
- realizar consultas preventivas pelo menos uma vez ao ano.
Esses cuidados não apenas reduzem o risco de coprofagia, como também contribuem para a saúde física e emocional do pet.
Hábitos que devem ser evitados
Algumas atitudes, embora bem-intencionadas, podem dificultar a correção do comportamento.
Evite:
- esfregar o focinho do animal nas fezes;
- utilizar punições físicas;
- gritar ou assustar o pet;
- deixar fezes acumuladas no quintal;
- trocar constantemente a alimentação sem orientação profissional;
- utilizar medicamentos ou suplementos indicados por pessoas sem qualificação.
Essas práticas aumentam o estresse e podem fazer com que o problema se torne ainda mais difícil de controlar.
Atenção: Se a coprofagia surgir de forma repentina em um animal adulto que nunca apresentou esse comportamento, procure avaliação veterinária antes de assumir que se trata apenas de um problema comportamental.
Aviso importante
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações apresentadas não substituem a avaliação de um médic -veterinário. Caso seu cão ou gato apresente coprofagia de forma persistente ou associada a outros sintomas, procure um profissional habilitado para realizar o diagnóstico e indicar o tratamento mais adequado.
Conclusão
A coprofagia é um comportamento relativamente comum, principalmente em cães, mas nunca deve ser ignorada. Embora, em alguns casos, esteja relacionada apenas à curiosidade dos filhotes ou a fatores comportamentais, ela também pode indicar alterações nutricionais, doenças digestivas, parasitoses ou distúrbios hormonais que precisam de atenção.
Ao longo deste artigo, vimos que identificar a causa é o passo mais importante para um tratamento eficaz. Também conhecemos os riscos associados à ingestão de fezes, as estratégias de prevenção e as melhores práticas para modificar esse comportamento de forma segura, utilizando manejo adequado, alimentação equilibrada e reforço positivo.
Lembre-se de que não existe uma solução universal. Cada animal possui necessidades específicas, e um plano individualizado costuma oferecer os melhores resultados. Quanto mais cedo a investigação for iniciada, maiores são as chances de corrigir o problema antes que ele se torne um hábito difícil de eliminar.
Se este conteúdo foi útil para você, salve-o para futuras consultas e compartilhe com outros tutores. Informação de qualidade é uma das melhores formas de promover mais saúde e bem-estar para cães e gatos.
FAQ Sobre Coprofagia em Cães e Gatos
A coprofagia em filhotes é normal?
Sim, principalmente entre 2 e 6 meses de idade. Nessa fase, muitos filhotes exploram o ambiente utilizando a boca e podem ingerir fezes ocasionalmente. O comportamento costuma desaparecer com a maturidade e um treinamento adequado. Caso persista após essa fase ou venha acompanhado de diarreia, perda de peso ou aumento do apetite, é importante consultar um médico veterinário.
Quanto tempo leva para um cachorro parar de comer fezes?
O tempo varia conforme a causa. Quando o problema é comportamental, muitos cães apresentam melhora entre 4 e 8 semanas com manejo consistente, reforço positivo e enriquecimento ambiental. Se houver doenças digestivas ou nutricionais envolvidas, o tempo dependerá do tratamento da condição de base.
Existe remédio para coprofagia?
Existem suplementos e produtos desenvolvidos para auxiliar no controle da coprofagia, alterando o sabor das fezes ou complementando a dieta. No entanto, eles não funcionam em todos os casos e não substituem a investigação da causa. O uso deve ser orientado pelo médico veterinário, especialmente quando há suspeita de doenças associadas.
Meu cachorro pode pegar vermes ao comer fezes?
Sim. Fezes contaminadas podem conter ovos e larvas de diversos parasitas intestinais, além de bactérias capazes de provocar infecções. Por esse motivo, manter a vermifugação em dia, recolher as fezes rapidamente e evitar o acesso a locais contaminados são medidas essenciais de prevenção.
Gatos também podem apresentar coprofagia?
Podem, mas é um comportamento bem menos frequente do que em cães. Quando ocorre, costuma estar relacionado a alterações ambientais, estresse, problemas nutricionais ou doenças digestivas. Um gato que passa a ingerir fezes regularmente deve ser avaliado por um médico veterinário para investigação da causa.
Vale a pena usar produtos vendidos para impedir a coprofagia?
Esses produtos podem ser úteis em alguns casos, principalmente quando fazem parte de um plano de tratamento completo. Entretanto, dificilmente resolvem o problema sozinhos se a origem for médica ou comportamental. O melhor resultado costuma ser obtido com diagnóstico adequado, alimentação equilibrada, treinamento e enriquecimento ambiental.

Cristiane Costa é criadora do blog Mundo do Meu Pet e apaixonada pelo universo pet. Produz conteúdos sobre cães e gatos com foco em reviews de produtos, cuidados diários, bem-estar animal e dicas práticas para ajudar tutores a fazerem escolhas mais seguras e conscientes.
