A erliquiose é uma das doenças transmitidas por carrapatos que mais preocupam tutores e médicos veterinários no Brasil. Ela pode evoluir rapidamente, comprometer diferentes órgãos e colocar a vida do animal em risco quando não é diagnosticada e tratada a tempo. Embora seja bastante conhecida entre proprietários de cães, muitos ainda confundem seus sintomas com outras enfermidades, o que pode atrasar a busca por atendimento veterinário.
O clima quente e úmido predominante em grande parte do território brasileiro favorece a proliferação do carrapato-marrom-do-cão (Rhipicephalus sanguineus), principal transmissor da doença. Em regiões onde há infestação de carrapatos durante praticamente todo o ano, o risco de infecção aumenta significativamente. Estudos e levantamentos realizados por universidades brasileiras e instituições de pesquisa veterinária mostram que a erliquiose está entre as enfermidades infecciosas mais diagnosticadas em clínicas veterinárias do país.
Na prática, observamos que muitos tutores procuram ajuda apenas quando o cachorro apresenta apatia intensa, perda de apetite ou sangramentos, sinais que costumam aparecer quando a doença já está em estágio mais avançado. Em muitos casos, os primeiros sintomas são discretos e passam despercebidos. Esse é um dos principais motivos pelos quais a prevenção contra carrapatos é tão importante.
Neste artigo você entenderá como ocorre a transmissão da erliquiose, quais são os principais sintomas, como é feito o diagnóstico, quais tratamentos costumam ser indicados pelo médico veterinário e, principalmente, como proteger seu cão dessa doença potencialmente grave.
Atenção: A erliquiose pode evoluir silenciosamente durante semanas. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, maiores costumam ser as chances de recuperação.
O que é a erliquiose?
A erliquiose canina é uma doença infecciosa causada principalmente pela bactéria Ehrlichia canis, um microrganismo que invade células de defesa do organismo conhecidas como monócitos. Depois que a bactéria entra na corrente sanguínea, ela passa a se multiplicar dentro dessas células, prejudicando o funcionamento do sistema imunológico e desencadeando uma resposta inflamatória que pode afetar diversos órgãos.
Embora seja frequentemente chamada de “doença do carrapato”, esse nome popular também pode ser usado para outras enfermidades transmitidas pelo carrapato, como a babesiose. Por isso, é importante entender que erliquiose e babesiose são doenças diferentes, apesar de muitas vezes ocorrerem ao mesmo tempo no mesmo animal.
Como a bactéria age no organismo?
Após a infecção, a bactéria pode atingir principalmente:
- medula óssea;
- baço;
- fígado;
- linfonodos;
- sistema imunológico;
- vasos sanguíneos.
Essa agressão pode provocar alterações importantes na produção das células do sangue, especialmente das plaquetas, responsáveis pela coagulação. Por esse motivo, cães com erliquiose frequentemente apresentam diminuição das plaquetas (trombocitopenia), aumentando o risco de pequenos ou grandes sangramentos.
As três fases da doença
A evolução da erliquiose costuma ser dividida em três estágios.
Fase aguda
Surge entre uma e três semanas após a infecção.
Nessa etapa podem aparecer:
- febre;
- falta de apetite;
- apatia;
- aumento dos linfonodos;
- perda de peso leve.
Alguns cães apresentam apenas sinais discretos, dificultando a identificação do problema.
Fase subclínica
Em muitos animais, os sintomas praticamente desaparecem. Isso não significa que o cão esteja curado. A bactéria continua presente no organismo e pode permanecer silenciosa durante meses ou até anos. Esse período é especialmente perigoso porque muitos tutores acreditam que o animal está saudável.
Fase crônica
Quando a doença evolui sem tratamento adequado, podem surgir complicações mais graves, como:
- anemia intensa;
- queda acentuada das plaquetas;
- hemorragias;
- perda importante de peso;
- infecções secundárias;
- comprometimento da medula óssea.
Nessa fase, o tratamento costuma ser mais complexo e o prognóstico depende da rapidez do atendimento veterinário.
Dica Prática: Um cachorro aparentemente saudável pode estar na fase subclínica da erliquiose. Consultas veterinárias periódicas e exames de sangue ajudam a identificar alterações antes que a doença se agrave.
Como a erliquiose é transmitida?
A transmissão ocorre principalmente pela picada do carrapato-marrom-do-cão (Rhipicephalus sanguineus), considerado o principal vetor da doença no Brasil Quando esse carrapato se alimenta do sangue de um cão infectado, ele pode adquirir a bactéria.
Posteriormente, ao picar outro animal saudável, transmite o microrganismo durante a alimentação. É importante destacar que o carrapato não nasce contaminado. Ele precisa primeiro alimentar-se de um animal infectado para tornar-se capaz de transmitir a bactéria.
O ciclo de transmissão
De forma simplificada, o processo acontece assim:
- Um carrapato pica um cão infectado.
- A bactéria permanece no organismo do carrapato.
- O carrapato troca de hospedeiro.
- Ao alimentar-se novamente, transmite a bactéria para outro cão.
Quanto maior a infestação ambiental de carrapatos, maior tende a ser o risco de transmissão.
A transmissão ocorre imediatamente?
Nem sempre. Normalmente, o carrapato precisa permanecer fixado por várias horas para aumentar significativamente a chance de transmissão da bactéria. Por isso, a inspeção diária do animal após passeios pode ajudar a reduzir o risco, embora não substitua o uso de produtos preventivos.
Um cão transmite a doença para outro?
Não diretamente. Até o momento, não há evidências de que a convivência entre cães transmita a doença por contato, saliva ou compartilhamento de água e alimentos. A presença do carrapato é o fator determinante na maioria dos casos.
Gatos podem ter erliquiose?
Embora seja muito menos comum, gatos também podem ser infectados por espécies do gênero Ehrlichia. Os casos felinos ainda são considerados raros e apresentam características diferentes da doença observada em cães. Mesmo assim, o controle de carrapatos também faz parte dos cuidados preventivos com os gatos, especialmente aqueles que têm acesso ao ambiente externo.
Fatores que aumentam o risco
Algumas situações favorecem a ocorrência da doença:
- ambientes com infestação de carrapatos;
- quintais com vegetação alta;
- presença de animais infestados;
- ausência de controle antiparasitário;
- cães que frequentam chácaras, sítios e áreas rurais;
- interrupção do uso de antipulgas e carrapaticidas.
| Fator de risco | Impacto na transmissão |
|---|---|
| Infestação de carrapatos | Muito alto |
| Uso irregular de antiparasitário | Alto |
| Ambientes rurais | Alto |
| Passeios em áreas infestadas | Moderado |
| Controle preventivo contínuo | Reduz significativamente o risco |
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Principais sintomas da erliquiose em cães
Os sinais clínicos variam conforme a fase da doença e a resposta imunológica de cada animal. Enquanto alguns cães apresentam apenas uma leve indisposição, outros desenvolvem um quadro grave em poucos dias. Na prática clínica, observamos que muitos tutores procuram atendimento quando os sintomas já estão bastante evidentes. Reconhecer os primeiros sinais pode fazer toda a diferença para um tratamento mais rápido.
Sintomas iniciais
Os primeiros sinais costumam incluir:
- febre;
- apatia;
- perda de apetite;
- sonolência;
- redução da disposição para brincar;
- perda de peso discreta.
Esses sintomas são semelhantes aos de diversas outras doenças, motivo pelo qual exames laboratoriais são fundamentais para confirmar o diagnóstico.
Sintomas mais avançados
Com a progressão da doença, podem surgir manifestações mais preocupantes, como:
- sangramento nasal;
- pequenas manchas avermelhadas na pele (petéquias);
- hematomas sem causa aparente;
- gengivas muito pálidas;
- dificuldade respiratória;
- aumento do abdômen devido ao aumento do baço;
- edema nas patas;
- secreção ocular.
A diminuição das plaquetas explica boa parte desses sinais hemorrágicos.
Quando procurar um médico veterinário?
Alguns sintomas exigem avaliação imediata:
- sangramento persistente;
- dificuldade para respirar;
- incapacidade de levantar;
- desmaios;
- convulsões;
- perda intensa de apetite por mais de 24 horas;
- febre elevada acompanhada de carrapatos no corpo.
Quanto mais cedo o atendimento acontecer, maiores costumam ser as chances de recuperação e menores os riscos de complicações.
Atenção: Nunca administre antibióticos ou medicamentos por conta própria. O uso inadequado pode dificultar o diagnóstico e favorecer resistência bacteriana.
Outras doenças podem causar sintomas parecidos?
Sim. Entre as principais doenças que podem apresentar sinais semelhantes estão:
- babesiose;
- leptospirose;
- cinomose;
- anemia por outras causas;
- doenças autoimunes;
- intoxicações.
Por esse motivo, exames laboratoriais são indispensáveis antes de definir qualquer tratamento.

Como é feito o diagnóstico da erliquiose?
Identificar a erliquiose apenas pelos sintomas é praticamente impossível. Febre, apatia, perda de apetite e anemia também podem estar presentes em diversas outras doenças infecciosas e inflamatórias. Por isso, o médico veterinário combina a avaliação clínica com exames laboratoriais para chegar a um diagnóstico confiável.
Outro ponto importante é que muitos cães chegam à clínica sem carrapatos visíveis. Isso acontece porque o parasita pode ter se desprendido dias antes, mas a bactéria já foi transmitida. Assim, a ausência do carrapato não descarta a possibilidade da doença.
Avaliação clínica
Durante a consulta, o veterinário costuma investigar:
- histórico recente de infestação por carrapatos;
- uso ou não de medicamentos antiparasitários;
- tempo de evolução dos sintomas;
- mudanças no comportamento do animal;
- contato com áreas rurais, sítios ou locais com muitos carrapatos.
O exame físico também permite verificar sinais como aumento dos linfonodos, mucosas pálidas, febre e possíveis hemorragias.
Principais exames utilizados
O diagnóstico normalmente envolve uma combinação de exames.
| Exame | O que avalia | Importância |
|---|---|---|
| Hemograma completo | Plaquetas, glóbulos vermelhos e brancos | Muito alta |
| Perfil bioquímico | Função do fígado e rins | Alta |
| Teste sorológico | Presença de anticorpos contra Ehrlichia | Alta |
| PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) | Detecta o DNA da bactéria | Muito alta |
| Esfregaço sanguíneo | Pode visualizar estruturas da bactéria em alguns casos | Complementar |
O hemograma costuma ser o primeiro exame solicitado. Em muitos cães com erliquiose, observa-se redução das plaquetas (trombocitopenia), anemia e alterações nos leucócitos. No entanto, essas mudanças também podem ocorrer em outras doenças, motivo pelo qual exames específicos são importantes.
O PCR é o exame mais preciso?
O exame molecular por PCR é considerado um dos métodos mais sensíveis para identificar a presença da bactéria, principalmente nas fases iniciais da infecção. Entretanto, sua indicação depende da avaliação clínica, da disponibilidade do laboratório e do momento em que a coleta é realizada.
Já os testes sorológicos detectam anticorpos produzidos pelo organismo. Um resultado positivo pode indicar contato prévio com a bactéria, mas nem sempre confirma uma infecção ativa. Cabe ao médico veterinário interpretar os resultados em conjunto com o quadro clínico.
Dica Prática: Guarde os resultados dos hemogramas do seu cão. Comparar exames antigos com os atuais pode ajudar o veterinário a identificar alterações importantes e acompanhar a recuperação.
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Tratamento da erliquiose em cães
Receber o diagnóstico costuma gerar preocupação, mas a boa notícia é que muitos cães respondem bem ao tratamento quando ele é iniciado precocemente. O protocolo terapêutico varia conforme a fase da doença, a gravidade do quadro e as condições gerais do animal. Por isso, não existe um tratamento único que sirva para todos os casos.
O tratamento envolve antibióticos
O antibiótico mais utilizado contra a Ehrlichia canis é a doxiciclina, administrada pelo período determinado pelo médico veterinário. A duração costuma variar conforme a resposta clínica e os resultados dos exames. É fundamental completar todo o tratamento, mesmo que o cachorro apresente melhora nos primeiros dias. A interrupção precoce pode favorecer recaídas.
Medicamentos de suporte
Além do antibiótico, alguns cães podem precisar de terapias complementares, como:
- fluidoterapia (soro);
- medicamentos para controlar vômitos;
- protetores gástricos;
- suplementos vitamínicos quando indicados;
- analgésicos ou anti-inflamatórios específicos, somente quando prescritos.
Cada caso deve ser avaliado individualmente.
Casos graves
Quando a doença evolui para formas mais severas, pode ser necessária internação para monitoramento contínuo.
Em situações específicas, o veterinário pode indicar:
- transfusão de sangue;
- transfusão de plasma;
- oxigenoterapia;
- monitoramento intensivo das funções vitais;
- acompanhamento laboratorial frequente.
Embora esses casos sejam menos comuns, eles reforçam a importância do diagnóstico precoce.
Quanto tempo leva para o cão melhorar?
Em muitos animais, observa-se melhora clínica entre 48 e 72 horas após o início do tratamento. Entretanto, isso não significa que a bactéria tenha sido completamente eliminada. A recuperação hematológica pode levar algumas semanas e o acompanhamento por meio de novos exames costuma fazer parte do protocolo.
Atenção: Nunca suspenda o antibiótico porque o cão “parece curado”. Apenas o médico-veterinário pode determinar o momento correto para encerrar o tratamento.

Recuperação e possíveis sequelas
Grande parte dos cães tratados nas fases iniciais apresenta excelente recuperação. Contudo, quando a doença permanece sem diagnóstico por muito tempo, o risco de sequelas aumenta. Durante a recuperação, é comum que o veterinário solicite novos hemogramas para acompanhar a normalização das plaquetas e dos glóbulos vermelhos.
O que esperar durante a recuperação
Nas primeiras semanas é recomendado:
- evitar exercícios intensos;
- manter boa hidratação;
- oferecer alimentação de qualidade;
- seguir rigorosamente os horários dos medicamentos;
- retornar para as consultas de acompanhamento.
A melhora costuma ser gradual.
Possíveis complicações
Quando o tratamento é iniciado tardiamente, podem ocorrer:
- anemia persistente;
- comprometimento da medula óssea;
- redução crônica das plaquetas;
- maior susceptibilidade a infecções;
- alterações hepáticas ou renais.
Nem todos os cães apresentam sequelas, mas o acompanhamento veterinário é essencial para avaliar cada situação.
Como prevenir a erliquiose
A prevenção continua sendo a forma mais eficaz de proteger o cachorro. Como a transmissão depende do carrapato, controlar esse parasita reduz drasticamente o risco da doença. Na prática, observamos que tutores que mantêm um programa preventivo contínuo raramente enfrentam casos graves de infestação.
Principais medidas preventivas
- utilizar antiparasitários recomendados pelo médico veterinário;
- realizar inspeção no pelo após passeios;
- manter quintais limpos;
- controlar carrapatos também no ambiente;
- evitar contato com animais fortemente infestados;
- respeitar o intervalo correto de reaplicação dos produtos.
Coleira, comprimido ou pipeta?
Cada opção possui vantagens específicas.
| Método | Duração média | Principal vantagem |
|---|---|---|
| Coleira antiparasitária | até 8 meses (conforme o fabricante) | Proteção prolongada |
| Comprimido oral | 30 a 90 dias (dependendo do produto) | Alta praticidade |
| Pipeta tópica | cerca de 30 dias | Fácil aplicação |
A melhor escolha depende do estilo de vida do cão, da região onde mora e da orientação do médico veterinário.
O ambiente também precisa ser tratado
Eliminar apenas os carrapatos presentes no animal geralmente não resolve o problema.
Boa parte do ciclo do carrapato acontece no ambiente, incluindo:
- frestas;
- pisos;
- jardins;
- casinhas;
- canis;
- gramados.
Por isso, quando há infestação, o tratamento ambiental costuma ser indispensável.
Melhor Prática: O controle do carrapato deve envolver o animal e o ambiente ao mesmo tempo. Tratar apenas um deles favorece novas infestações em pouco tempo.
Conclusão
A erliquiose é uma doença séria, mas, na maioria dos casos, pode ser tratada com sucesso quando identificada precocemente. Conhecer os sinais de alerta, procurar atendimento veterinário ao primeiro indício de alteração e manter um programa contínuo de prevenção contra carrapatos são atitudes que fazem toda a diferença para a saúde do seu cão.
Ao longo deste artigo, vimos que a doença é transmitida principalmente pelo carrapato-marrom-do-cão, que seus sintomas podem variar conforme a fase da infecção e que exames laboratoriais são indispensáveis para um diagnóstico preciso. Também entendemos que o tratamento deve ser acompanhado por um médico veterinário e que interromper a medicação por conta própria pode comprometer a recuperação do animal.
Outro ponto que merece destaque é a prevenção. O uso regular de antiparasitários, aliado ao controle dos carrapatos no ambiente, reduz significativamente o risco de infecção. Além disso, consultas de rotina e exames periódicos ajudam a identificar alterações antes que elas evoluam para quadros mais graves.
Se você convive com cães, considere salvar este conteúdo para consultas futuras. Compartilhe também com outros tutores, especialmente aqueles que vivem em regiões onde há alta incidência de carrapatos. Informação de qualidade é uma das melhores formas de proteger a saúde dos nossos animais de estimação.
Aviso Importante
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e educacional. As informações apresentadas não substituem a avaliação de um médico-veterinário. Caso seu cão apresente sintomas compatíveis com erliquiose ou qualquer outra doença, procure atendimento profissional o mais rápido possível. Nunca inicie, altere ou interrompa tratamentos sem orientação veterinária.
FAQ Sobre Erliquiose em Cães
Quanto tempo leva para um cachorro se recuperar da erliquiose?
O tempo de recuperação depende da fase da doença, da resposta do organismo e da rapidez com que o tratamento foi iniciado. Muitos cães apresentam melhora clínica entre dois e cinco dias após o início da medicação, mas a recuperação completa pode levar algumas semanas. Em casos mais graves, o acompanhamento veterinário e a repetição de exames de sangue são fundamentais para confirmar que as plaquetas e demais células sanguíneas voltaram aos níveis esperados.
A erliquiose tem cura?
Na maioria dos casos, sim. Quando o diagnóstico é realizado precocemente e o tratamento é seguido corretamente, muitos cães se recuperam totalmente. Entretanto, animais que permanecem muito tempo sem tratamento podem desenvolver complicações, como alterações na medula óssea e anemia persistente, exigindo acompanhamento por um período mais longo.
Um cachorro pode pegar erliquiose mais de uma vez?
Sim. A infecção anterior não garante imunidade permanente. Se o animal voltar a ser picado por um carrapato infectado, existe a possibilidade de uma nova infecção. Por isso, manter a prevenção durante todo o ano é essencial, mesmo para cães que já tiveram a doença anteriormente.
Quanto custa tratar a erliquiose?
O custo varia conforme a gravidade do caso, a região do país e a necessidade de exames ou internação. Em situações mais simples, os gastos costumam envolver consulta, hemograma, testes específicos e medicamentos. Já casos avançados podem exigir internação, transfusão de sangue e monitoramento intensivo, aumentando significativamente o investimento necessário. Solicitar um orçamento à clínica veterinária ajuda o tutor a se planejar.
A erliquiose passa para seres humanos?
A Ehrlichia canis, principal bactéria responsável pela erliquiose em cães, não é transmitida diretamente do cachorro para as pessoas. O contato com o animal, saliva ou compartilhamento de objetos não representa a principal forma de transmissão. No entanto, algumas espécies de Ehrlichia podem infectar humanos por meio da picada de carrapatos. Por isso, controlar os carrapatos protege tanto os animais quanto a família.
Posso dar remédio para carrapato durante o tratamento da erliquiose?
Em muitos casos, sim, mas essa decisão deve ser tomada pelo médico veterinário. O controle dos carrapatos continua sendo importante para evitar novas infecções, porém o profissional avaliará o estado geral do animal, os medicamentos já utilizados e possíveis contraindicações antes de indicar o antiparasitário mais adequado.
Existe vacina contra a erliquiose?
Atualmente, não existe uma vacina amplamente disponível e reconhecida para prevenir a erliquiose canina. A forma mais eficaz de proteção continua sendo o controle rigoroso dos carrapatos por meio de coleiras, comprimidos, pipetas, manejo adequado do ambiente e visitas regulares ao médico veterinário.

Cristiane Costa é criadora do blog Mundo do Meu Pet e apaixonada pelo universo pet. Produz conteúdos sobre cães e gatos com foco em reviews de produtos, cuidados diários, bem-estar animal e dicas práticas para ajudar tutores a fazerem escolhas mais seguras e conscientes.
